EXERCÍCIO DEVE SER PRESCRITO E NÃO RECOMENDADO

Excelente ponto de vista colocado pelo Dr. Adrian Bauman da Universidade de Sydney. Esse senhor é pesquisador em Saúde Pública a mais de 30 anos, onde o seu foco é a prevenção de doenças crônicas, bem como o desenvolvimento de avaliações e métodos de pesquisa.

Ele deixa claro que o exercício físico é capaz de produzir benefícios semelhantes aos medicamentos tanto na prevenção de doenças coronarianas, bem como na reabilitação após AVC e prevenção de diabetes. Além disso, faz menção de dados recentes que demonstraram que o exercício físico é capaz de reduzir o risco de demência e melhora da saúde mental.

Porém ele diz que a promoção da atividade física é, contudo, um grande desafio no ambiente moderno, pois o nosso estilo de vida ATUAL é projetado para reduzir ou eliminar a atividade física em todas as oportunidades.

De fato, meus amigos, a atividade física continua a ser o melhor INVESTIMENTO para a saúde pública. NÓS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE, temos um papel ESSENCIAL/VITAL em criar a mudança de comportamento na população, mas para isso é necessário uma abordagem esclarecedora onde a sociedade precisa entender que o medicamento não é a SOLUÇÃO, mas apenas parte limitada de um tratamento, que pode ter sucesso em sua totalidade se realmente a atividade física for implantada como PRESCRIÇÃO médica. Claro que para isso acontecer é necessário uma mudança na cultura e mentalidade da sociedade. 

Obs: Quando falo em prescrição, não estou dizendo que o médico deve montar o plano de treinamento, pois isso é competência do PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Quero dizer que a prescrição do exercício deve ter o mesmo “peso” que a prescrição de algum medicamento, ou seja, o paciente tem que encarar isso com a mesma seriedade que sai do consultório e se dirige a uma farmácia.

Texto do Prof. Marcelo Carvalho

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